
A coleção ‘Meu Corpo Não Está à Venda’ questiona um modo de vida em que a exaustão dos recursos do planeta e das pessoas são naturalizadas. O exercício de desacelerar e reorganizar a relação com a produção transformou-se também em uma reflexão sobre autoexploração, ciclo insustentável e o cuidado de si.
Partindo da ideia de que nada existe de forma isolada, a coleção foi desenvolvida em sintonia com o descarte zero, a partir do encontro entre matéria, tempo e emoções, com todos os resíduos gerados durante a produção incorporadas ao ciclo como matéria-prima para novas estruturas, texturas e superficies, sem desenhos ou resultados predefinidos. Valorizando sobras e restos, como parte essencial do processo criativo com emendas aparentes, bordas desfiadas e patchworks que destacam a inventividade, incorporando o erro como linguagem intencional do belo, exaltando a regeneração, a rastreabilidade e a permanência da matéria.
‘Meu Corpo Não Está à Venda’ surge como um convite a rever o olhar de como enxergamos o mundo e o que decidimos preservar nele.












